A favela que virou parque de esculturas

um olhar para o Morro da Catacumba na cidade do Rio de Janeiro

Autores

  • Aline Rayane de Souza Oliveira Souza Oliveira Universidade Federal do Rio de Janeiro (PROURB-FAU-UFRJ)
  • Rodrigo Codevila Palma Universidade Federal do Rio de Janeiro (PROURB-FAU-UFRJ)

Palavras-chave:

Rio de Janeiro, segunda metade do século XX

Resumo

Este artigo relaciona o encontro da arte com a favela, constituindo um estudo de caso sobre o Parque da Catacumba no Rio de Janeiro. Localizado em região nobre da cidade, a criação do parque de esculturas em 1979 foi possibilitada pela remoção da favela da Cata­cumba no início da década de 1970, no contexto de políticas públicas de renovação urbana. Nosso objetivo é refletir sobre os interesses dos agentes que intervêm diretamente nas trans­formações da cidade e compreender o papebana.

Downloads

Os dados de download ainda não estão disponíveis.

Biografia do Autor

  • Aline Rayane de Souza Oliveira Souza Oliveira , Universidade Federal do Rio de Janeiro (PROURB-FAU-UFRJ)

    Arquiteta e Urbanista pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) e Bacharel em Gravura pela Universidade do Estado do Paraná (UNESPAR-EMBAP). Mestre em Artes Visuais e doutoranda em Urbanismo pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Lecionou na Universidade São Judas Tadeu. Membro do Grupo de Pesquisa Arquitetura, Cidade e Cultura dentro do LAURD/PROURB/FAU/UFRJ. Bolsista de Doutorado do CNPQ, atuando principalmente nos seguintes temas: arte no século XX, arte pública e cultura urbana.

  • Rodrigo Codevila Palma, Universidade Federal do Rio de Janeiro (PROURB-FAU-UFRJ)

    Arquiteto Urbanista, mestre e doutorando em Urbanismo pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com especialização em História da Arte e da Arquitetura pela PUC-Rio e MBA em Gerenciamento de Projetos pela FGV. Professor de Arquitetura e Urbanismo na Silva e Souza. Foi professor substituto na Universidade Federal do Rio de Janeiro no DPA/FAU/UFRJ. É membro do Grupo de Pesquisa Urbanismo, Crítica e Arquitetura, URCA/PROURB/ FAU/UFRJ. Bolsista de doutorado da CAPES, atuando nos temas habitação, mobilidade e morfologia urbana.

Referências

Abreu, M. A. (2013). A evolução urbana do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro, Brasil: IPP.

Cardoso, A. L. (2007). Avanços e desafios na experiência brasileira de urbanização de favelas. Cadernos Metrópole, 17, pp. 219-240.

Chisam (1971). Metas alcançadas e novos objetivos do programa. Rio de Janeiro, Brasil: Banco Nacional de Habitação/ Ministério do Interior.

D’ávila, C. (abril de 2019). O avesso da remoção: a Catacumba pelo olhar de Anthony Leeds. Revista do Arquivo, IV(8).

Del Rio, V. (1994). O modelo da revitalização urbana e o caso de Baltimore. Cadernos do Patrimônio Cultural, 4/5. Enquanto todos dormem, uma favela está crescendo (20 e 21 mar 1960). Jornal do Brasil, p. 1.

Harazim, D. (2014). Gordon Parks na Catacumba- Parte II. Recuperado de: https://revistazum.com.br/colunistas/ gordon-parks-2/

Klabin, V. (2020). Apresentação. Parque da Catacumba. Rio de Janeiro, Brasil: Revitaliza Rio. Recuperado de: https:// www.revitalizario.com.br/news/revitalizacao-do-parque-da-catacumba-ganha-registro-impresso/

Leeds, A. e Leeds, E. ([1972] 2015). A sociologia do Brasil Urbano. En: E. Leeds e N. T. LIMA (Eds.). Rio de Janeiro, Brasil: Editora Fiocruz.

Mauricio, J. (1979). Da rua ao parque permanente, Tamoyo abre para a cultura. Parque da Catacumba: Exposição de Esculturas ao Ar Livre. Rio de Janeiro, Brasil: Prefeitura do Rio de Janeiro. Recuperado de: https://www.revitalizario.com.br/ news/livreto-inaugural-conta-historia-e-proposito-idealizado-por-marcos-tamoyo-para-o-parque-da-catacumba/

Merlin, P e Choay, F. (1988). Dictionnaire de Lúrbanisme et de Láménagement. Paris, França: Presses Universitaires de France.

Perlman, J. (1976). O mito da marginalidade. Favelas e política no Rio de Janeiro. Rio de Janeiro, Brasil: Paz e Terra. Recuperado de: www.cronologiadourbanismo.ufba.br

Pinheiro A. I. de F. (Org.) (2010). Rio de Janeiro: cinco séculos de história e transformações urbanas. Rio de Janeiro, Brasil: Casa da Palavra.

Relatório técnico Parque Natural Municipal da Catacumba (2019). Secretaria Municipal de Meio Ambiente . Recuperado de: http://www.rio.rj.gov.br/web/smac/exibeconteudo?id=5212134

Revitaliza Rio. Recuperado de: https://www.revitalizario.com.br/projects/parque-da-catacumba/?area=historia

Secretaria Municipal de Meio Ambiente. Recuperado de: http://www.rio.rj.gov.br/web/smac/exibeconteudo?id=5212134

Simões Júnior, J. G. (1994). Revitalização de centros urbanos. São Paulo, Brasil: Polis.

Tamoyo, M. (1979). Apresentação. Parque da Catacumba: Exposição de Esculturas ao Ar Livre. Rio de Janeiro, Brasil: Prefeitura do Rio de Janeiro. Recuperado de: https://www.revitalizario.com.br/news/livreto-inaugural-conta-historia-e-proposito-idealizado-por-marcos-tamoyo-para-o-parque-da-catacumba/

Valladares, L. do P. (1980). Passa-se uma casa: análise do programa de remoção de favelas do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro, Brasil: Zahar Editores.

Valladares, L. do P. (2005). A invenção da favela: do mito de origem a favela.com. Rio de Janeiro, Brasil: Editora FGV.

Vaz, L. F. (1998). Novas questões sobre a habitação no Rio de Janeiro: o esvaziamento da cidade formal e o adensamento da cidade informal. Anais do XXI International Congress Latin American Studies Association. Chicago, Estados Unidos.

Zaluar, A. e Alvito, M. (1998). Um século de favela. Rio de Janeiro, Brasil: Editora FGV.

La favela que se convirtió en parque de esculturas

Publicado

2025-11-03

Edição

Seção

Artículos

Como Citar

A favela que virou parque de esculturas: um olhar para o Morro da Catacumba na cidade do Rio de Janeiro . (2025). Anales del Instituto de Arte Americano e Investigaciones Estéticas «Mario J. Buschiazzo», 2(52). https://www.publicacionescientificas.fadu.uba.ar/index.php/anales/article/view/3617